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Eu não peço para você ler “More Guns, Less Crimes”, do John Lott. Eu não peço para você conhecer a importância estatística do fator dissuasório numa sociedade armada, evitando a incidência dos “hot burglaries”. Também não exijo que você tenha noção do poder que uma arma tem para equalizar homens e mulheres, anulando a menor força física feminina e diminuindo as chances de violência sexual, bem como emancipando, de fato, as mulheres (uma bandeira que a esquerda desarmamentista alega defender). Não peço, por fim, que você saiba que piscinas geram mais mortes por acidentes domésticos do que armas de fogo, ainda que não haja campanhas épicas contra piscinas nos domicílios.

Não peço nada disso. Peço apenas que assista ao vídeo abaixo. Pode parecer um argumento emocional – e talvez seja -, mas esse depoimento é a maneira mais clara que já vi até hoje de explicar o porquê de portar armas de fogo ser um direito natural elementar de qualquer homem livre:

Ontem foi o dia em que o Estado se esforça mais do que o normal para fazer o Marcelo, o João, o Guilherme, o Rafael, a Gabriela e tantas outras pessoas esquecerem que são indivíduos únicos ao mesmo tempo que tenta induzi-los à coletivização racial sugerindo que a quantidade de melanina na epiderme de alguém deveria condicionar o comportamento e a cultura dessa pessoa: batizaram isso de consciência negra.

“O empreendedor não pode comprar favores de um burocrata que não tenha favores para vender”

Sheldon Richman

Cidadão retardado que grita bobagens sem fundamento como “O Petróleo é nosso!”, “Não vendam nossas riquezas!”, “O Estado tem que regular a economia!”, “Quero uma agência reguladora para chamar de minha!”, regozije-se! Você conquistou o dever de não mais abrir a boca ou escrever em seu teclado para reclamar da corrupção endêmica no Brasil e nos demais países latinos. Corrupção que, por alguma razão desconhecida, parece eterna, certo?

Um libertário, via de regra, é a favor do livre-transito de pessoas. Sobre isso não há controvérsia. O problema, contudo, é que esse postulado só funciona se partir da premissa certa, ou seja, só é possível falar desse ideal de livre-trânsito quando o Estado de Bem Estar Social não integra a equação.

A recente crise de imigração no Velho Continente será um desafio aos amantes da liberdade. Aqueles que, como eu, denunciarem o equívoco que é abrir os braços para a horda de “refugiados”* serão execrados como apóstatas. Os que defenderem o recebimento indiscriminado, entretanto, talvez estejam condenando a Europa a consequências tão catastróficas quanto as geradas pelo Tratado de Versalhes.

Simplificando e exemplificando, tudo é como um castelo de cartas. Se não há base, não é possível montar o castelo. A base, nesse caso, é um Estado Libertário que não existe. Vejam, numa realidade sem Welfare State, faria todo sentido receber imigrantes que agradem a todos os paladares, tanto pela perspectiva da mão de obra barata, como pela infusão de novas idéias ao think tank cultural. O problema é que o protótipo de imigrante atual não chega ao Velho Continente como chegava há algumas gerações. Sua primeira pergunta não mais consiste em saber quais são suas obrigações enquanto indivíduo responsável por si mesmo, mas, em verdade, o novel imigrante quer saber quais são seus direitos e quem será responsável por ele (vide o recente apelido de “Mamãe Merkel” concedido à chanceler alemã pelos “refugiados”). O saudoso Janer Cristaldo, em 2010, já desnudava esse problema:

“O que um dia foi a salvação de sociedades ricas que necessitavam de operários pouco qualificados para trabalhos braçais, tornou–se hoje uma praga para os países desenvolvidos. Se antes os migrantes chegavam perguntando por trabalho, hoje chegam exigindo seus direitos. Isso sem falar que trazem consigo seus hábitos bárbaros: ablação do clitóris, infibulação da vagina, véus e submissão da mulher.”

No mesmo sentido, Walter Laqueur, em seu Últimos Dias da Europa –Epitáfio para um velho continente (leitura que recomendo vivamente), revela como os assistentes sociais dos países escandinavos, por exemplo, ensinam os imigrantes a sugar o máximo possível do Sistema Wellfare State assim que chegam ao país, ao mesmo tempo que, em seus bolsões e guetos, rejeitam os mais básicos valores ocidentais.

Reconheço que lendo este texto, o libertário mais crítico e visionário pode achar a perspectiva alvissareira. “Deixe que eles suguem”, dirá. Afinal, isso apenas aceleraria a inevitável ruina do vetusto Sistema de Bem Estar Social, levando-o à insustentabilidade financeira que já se avizinhava. Ocorre, porém, que a experiência brasileira demonstra o contrário. Uma vez instituído o parasitismo da maioria, buscar eliminá-lo é o mesmo que combater Leviatã. As cabeças da Hidra não pararão de nascer, vide o Bolsa Família e todos os seus genéricos, vide o bizarro salário mínimo, vide o galopante aumento progressivo da remuneração dos servidores públicos sem o respectivo aumento de produção, vide o Estado que não para de se agigantar para resolver os problemas gerados justamente pelo agigantamento do Estado…

Evidente que uma posição como a que defendo é um prato cheio para a manipulação das esquerdas, ávidas que são por sofismar transformando em “nazi-fascismo” tudo que não condiga com o que elas pensam. Afinal, que melhor maneira de terminar vitorioso uma discussão, aos olhos dos parvos, do que taxar seu oponente de racista, nazistas, fascista, ou qualquer outro “ista” coletivizante…?

Aliás, nesse sentido, Janer também tinha razão ao dizer que a nova bandeira emocional da imigração consiste em nada além de um “estertor das esquerdas que um dia odiaram o Ocidente. Este ódio está presente na primeira frase do Manifesto Comunista: ‘um fantasma ronda a Europa, o fantasma do comunismo’. Como o marxismo, tendo como arma uma ideologia, perdeu esta batalha contra o Ocidente, seus remanescentes recorrem agora a uma nova arma, o imigrante.”

Enfim, eu diria que um libertário, idealmente, deve defender o livre-trânsito de pessoas, mas essa luta se dá apenas quando outras etapas já foram atingidas – v.g., a eliminação do Estado paternalista cradle to grave. Antes disso, o libertário que empunhar a bandeira de open borders no Velho Continente estará apenas minando a própria liberdade que ele deveria proteger.

*Refugiados que atravessam vários países estáveis antes de pedir asilo não são mais refugiados, são pessoas que querem a vida de um alemão. Não que haja algo de errado nesse desejo, mas tal objetivo não pode ser alcançado à custa dos demais europeus.

https://www.facebook.com/rpiaia/posts/937055553007560?hc_location=ufi

A interferência do Estado em nossas vidas e o grau de infantilidade dos cidadãos adultos atingiu um patamar tão difícil de acreditar que as pessoas não ficam mais satisfeitas em apenas regrar suas próprias vidas. Elas precisam estender seu controle sobre a vida dos outros. Algo como:

Quero parar de fumar ou não sou fumante, mas não fico satisfeito em tomar essa resolução por mim mesmo na minha vida. Preciso que o Estado venha e obrigue todos a não fumar. Então dane-se você e suas escolhas.

Sou contra as armas, mas não fico satisfeito em não possuir uma delas. Preciso que o Estado venha e obrigue todos a não possuírem armas. Então dane-se você e suas crenças sobre autodefesa.

Sou contra a propriedade privada, mas não fico satisfeito em não ter posses. Preciso que o Estado venha e obrigue todos a não possuir bens. Então dane-se você e sua meritocracia.

Sou “vida loka”, então tenho 6 filhos. Não fico satisfeito em assumir as consequências disso. Preciso que o Estado venha e obrigue você, que decidiu ter apenas 2 ou 3, a separar parte da sua renda para cuidar dos meus. Então dane-se você e seu senso de accountability

Sou cristão, muçulmano ou coisa que o valha. Não fico satisfeito em implantar meus valores à minha vida. Preciso que o Estado venha e os estabeleça coercitivamente através de lei para todos. Então dane-se você e suas convicções morais.

O MUNDO UM POUCO MAIS SOMBRIO

Meu herói faleceu. Não consigo pensar em quais palavras usar, nada parece digno. Talvez só o que se possa fazer seja continuar vivendo e aproveitando o que há na existência em honra dele, em honra da memória de alguém que, a despeito do que eu possa desejar, provavelmente não mais existe. É o que ele diria, algo como: “Vivamos, nós que estamos vivos”.

O mundo está um pouco mais sombrio sem Janer Cristaldo, um dos maiores pensadores que esteve em nossos tempos.


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A HORA DE SE LEVANTAR

Nesse fim de semana fui ao cinema de Itu assistir Drácula com minha namorada. Logo no início do filme, três sujeitos, acompanhados cada um por uma garota, subiram as escadas fazendo toda espécie de barulho, esbarrando nas poltronas, rindo e falando alto.

Sabendo da minha falta de paciência com essa espécie de pessoas, ela entrelaçou meu braço, me deu um beijo, sorriu e pediu calma. O problema é que o desrespeito não parou. Falando o mais alto possível, eles conversaram durante todo o tempo que ali estavam:

Um deles – É com legenda?

Outro – Cadê a tecla sap?

Outro – Tem em Libras? É Crepúsculo? Muda o filme aí…

Esses sujeitos estavam obviamente agindo sem nenhuma razoabilidade, estavam nitidamente estragando o filme para todos. A sessão inteira do cinema sentia isso, mas todos permaneciam calados a contragosto, esperando que a” instituição” – algum funcionário do cinema – fizesse algo e resolvesse o problema. Ocorre que a solução por parte do cinema não vinha…

Sem muita prudência (afinal, eu estava acompanhado de uma garota), mas também tendo excedido os limites da tolerância, me virei, estendi a mão em direção a eles – duas fileiras acima – e gritei com todo o ar do peito:

Eu – Isso é um cinema. Não querem assistir o filme, vão embora, caralho! Não estraguem para todo mundo

O resultado não era esperado. Instantaneamente, ao menos três ou quatro outras pessoas berraram coisas parecidas, como:

– Estava bom até agora!

– Imbecis do caralho!

– Vão para o baile funk!

Finalmente, fez-se silêncio e pudemos assistir ao filme. A conclusão que tiro do ocorrido é essa: Às vezes, todos estão pensando ou sentindo a mesma coisa, falta apenas que alguém verbalize o pensamento para que os outros se levantem. A recente eleição é a prova disso, resta esperar que um número suficiente de pessoas se levantem e digam o que todos estão pensando ou sentindo: A DEMOCRACIA FALHOU. O Brasil é uma idéia que não funciona…

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